domingo, 17 de julho de 2011

Artes Plásticas

Certa noite fui convidada para uma vernissage no ateliê de um artista plástico em Ipanema. Fomos caminhando pela Rua Visconde de Pirajá, endereço do evento, quando percebemos que tinhamos ultrapassado o número. Não vimos porque simplesmente era um pequeno portão de ferro entre dois prédios comerciais e gigantescos cheios de lojas de moda. Quando entramos me senti em um oásis. Não conseguia acreditar no que via. Era uma pequena vila totalmente reformada e moderna, com jardins, bancos, mini postes de luz e apenas umas 5 casas de dois ou 3 andares, de apenas um lado da vila e de extremo bom gosto. Uma delas era o ateliê.
Quando entramos, me senti em um filme. Tudo era branco das paredes ao chão, do teto, aos sofás. As cores vinham das obras do artista e das roupas das pessoas. Achei que a qualquer momento eu ia ver Andy Warhol sentado em uma chaise long, me observando.
Foi uma noite interessante em que até o coquetel servido era diferente dos que estamos acostumados neste tipo de festa.
Sim, tenho ido em várias aberturas de exposições. A arte contemporânea entrou em minha vida por conta do trabalho. Não conhecia quase nada e entendia menos ainda. Mas nos últimos 3 anos tenho conhecido, participado e gostado dessas instalações diferentes, algumas engraçadas, outras nem tanto, de artistas que viajem pelo mundo inteiro mostrando sua arte.
Não gosto de tudo, claro, mas tenho aprendido a entender um pouco desta "arte contemporânea" tão em moda no momento, rendendo dinheiro e levando o nome de nossos artistas ao exterior.
Algumas obras eu teria em minha casa, mas o que eu queria mesmo, de verdade, era ser pintada por Andy Warhol, mas isso é um outro sonho.

Jardim Botânico

O Jardim Botânico é um dos meus lugares preferidos. Passar por ele e olhar para ele todos os dias é um privilégio que Deus me deu.
Atualmente sua programação cultural tem sido bastante diversificada e além do passeio por toda a sua belíssima vegetação com orquidários, bromeliários e roseiral, no Espaço Tom Jobim podemos assistir shows, peças de teatro, exibição de filmes, lançamentos de livros, etc.

Neste mês, a Escola Nacional de Botânica Tropical abriu inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu em Gestão da Biodiversidade, uma parceria do JBRJ com a UFRJ e a UFRRJ. O curso se propõe a contribuir para a formação de técnicos altamente qualificados em gestão de recursos naturais, tanto na esfera pública quanto privada. Podem ser inscrever profissionais de todas as áreas. www.jbrj.gov.br/enbt.

É um bom momento para termos novos técnicos em biodiversidade e recursos naturais.

IPÊS

No inverno passado escrevi sobre os Ipês, árvore que tanto me encanta. Resolvi republicar em homenagem aos novos pés de ipês que andei fotografando com meu celular caminhando por aí.
Um mix de explicação e pesquisa:
O ipê é uma árvore brasileira, nativa da América do Sul distribuída às regiões tropicais e subtropicais. Suas flores duram de Maio a Agosto, são numerosas e recortadas e em forma de sino. A sua madeira é preciosa. É uma espécie conspícua e famosa com uma história longa do uso humano, usada como medicamento, e utilizada na medicina alternativa. O ipê contem potássio, cálcio, ferro, bário, estrôncio e iodo. Contem também um potente antibiótico. Possuindo vários nomes populares, ipê-comum, ipê-reto, ipê-rosa, ipê-roxo da mata, pau d'arco-roxo, etc. A madeira às vezes é comercializada como "pau-brasil", na Mata Atlântica da Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai.
Os Ipês podem alcançar até 30 metros, reto ou levemente tortuoso. As flores por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores. As sementes são dispersas pelo vento.


Eu tinha uma amiga que em frente a casa em que morou havia um Ipê amarelo e ela sempre dizia que era presente de aniversário, pois todo mês agosto ele estava exuberante em sua janela.

Quando vejo um no caminho eu paro. Paro tudo e respiro fundo.
Depois continuo andando, só que totalmente iluminada.

Alguns Ipês por aí...









DVDs, Festivais e Filmes

Para quem gosta do estilo romântico, dois deliciosos filmes podem ser degustados em DVD:
1. Cartas para Julieta, de Gary Winick, nos leva em um passeio na bela Verona, na Italia. Imperdível.
2. Antes do Por-do Sol, de Richard Llinklater, nos leva a caminhar por Paris ( ah, Paris!) conversando sobre o amor. Um filme que nos faz pensar em amores já vividos, realizados ou não.

É uma boa hora para rever a saga completa de Harry Potter em DVD já que o último filme da série, Relíquias da morte - Parte 2, entrou em cartaz na sexta-feira. O combate entre Harry e Valdemort deve dar frio na barriga!
Sou fã dos filmes, dos personagens mágicos, do elenco, da direção de arte da Escola de Magia de Hogwarts que sempre arrasou, inclusive já premiada com Oscar e de tudo mais onde possa ser levada a nossa imaginação.

Outra boa dica para quem gosta de animação é a 19ª edição do Anima Mundi, com 421 filmes de 44 paises. Eles estão espalhados por diversos cinemas e centros culturais da cidade, basta consultar a programação e escolher o seu desenho preferido. http://www.animamundi.com.br/

Na Caixa Cultural acontece o Femina, a 8ª edição do Festival Internacional de Cinema Feminino, com uma intensa programação de filmes, documentários, curtas-metragens realizados por cineastas de vários países, com os mais variados temas.

O Festival de Inverno nas cidades serranas que foram devastadas pelas chuvas como Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, está com uma programação de teatro e shows bem variadas até o fim do mês. Vale a pena conferir e passar o final de semana neste friozinho gostoso: http://www.sescrio.org.br/

E por último o 9º FIL - Festival Internacional de Linguagem, idealizado e dirigido por Karen Accioly, com a apresentação de teatro de bonecos, circo, dança, música, dramaturgia para todas as idades. Os encontros, oficinas, debates, instalações podem ser conferidos através do site: http://www.fil.art.br/ onde voce escolhe onde ir assistir o que mais lhe interessar.

sábado, 25 de junho de 2011

A meia-noite de Woody Allen

Woody Allen ficou conhecido por fazer a maioria de seus filmes em New York. Ninguém filmava a cidade com mais beleza e delicadeza do que ele. Foram filmes memoráveis como Noivo Neurótico e Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1979) Hannah e Suas Irmãs (1986), A Era do Rádio (1987), Poderosa Afrodite (1995), entre outros. De uns tempos para que é que ele vem modificando sua cidade cenário com Match Point (Londres-2005), Vicky Cristina Barcelona (Barcelona-2008), e até mesmo Paris quando ele filmou por lá Todos Dizem Eu Te Amo, em 1996.

Com Meia-Noite em Paris ele superou-se. É um filme delicioso, inteligente, apaixonado, otimista, com belíssimas imagens e aqueles diálogos afiados de sempre. E ainda nos faz pensar com poesia, se o passado é realmente melhor que o presente.

"Paris é muito excitante, eu a conheci da mesma forma que os americanos, pelos filmes. Só fui a Paris em 1965, e a Paris que eu conhecia era a do cinema. Eu quis mostrar Paris de forma emocional, o jeito como vejo Paris, de forma subjetiva.”

Sou fã de carteirinha do cineasta. Acho que consegui ver 90% de sua filmografia e confesso que gosto muito de quase todos. Mas este, é especial. Especial por Paris, especial pelo roteiro tão criativo, especial por suas imagens, especial pela ebulição da arte nos anos 20, especial pela fantasia, especial pela delicadeza e em especial pelo amor.

Meia-Noite em Paris está em cartaz em diversas salas da cidade.
IMPERDÍVEL
.

PS. Um dos meus preferidos é A Rosa Púrpura do Cairo, de 1985, um 'primo' de Meia-Noite em Paris. É muito bom transitar entre a fantasia e a realidade da maneira que ele nos conduz. É como disse em uma entrevista sem abandonar seu peculiar humor.

"Destesto a realidade, mas é o único lugar em que podemos comer um bom filé".

Inverno

Quando o inverno chega tiramos os casacos do armário, mudamos nossos hábitos cariocas pois trocamos a cerveja gelada por um bom vinho tinho.

Trocamos a salada por uma sopa quente e a rua por um bom filme em casa com os amigos.

É como neste belo poema de Machado de Assis, Manhã de Inverno.
"Coroada de névoas, surge a aurora
por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça
Nos olhos da fantástica indolente.
Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena."

Que seja bem-vindo o inverno!

Chico Buarque

A cada 10 mulheres, 11 amam Chico Buarque.
Acredito que ele é o único cantor e compositor que entre homens e mulheres, seja unanimidade nacional.
Seja por sua música, sua poesia, seus livros, sua história na MPB, sua posição política, seu futebol ou até mesmo por seus belos olhos cor de ardósia.


Neste mês de junho, Chico completou 67 anos em grande estilo, com o lançamento de seu novo CD "Chico" , com pré-venda pela internet http://www.chicobastidores.com.br/ e com todo o seu acervo on-line, dentro do site do Instituto Tom Jobim. http://www.jobim.org/


Tem Chico para todos os gostos.
Passeie pelo Leblon ou pelas ruas de Paris.
Você vai acabar cruzando com ele em algum momento.
Boa sorte.

www.chicobuarque.com.br

Andando por aí





















Haikai ou Haicai

Adoro Haicais .
Haikai é uma forma poética de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Como sou objetiva na vida e nos textos, deve ser esta a razão para eu gostar dos haicais.
São poemas de apenas três linhas, ou 3 versos, contendo na primeira e na última, cinco sílabas, que na maioria das vezes, possuem uma métrica pré-estabelecida. São simples e conseguem dizer o que precisam em poucas palavras.

Sua leitura geralmente sugere uma imagem visual pois a sua principal inspiração é a natureza.

Os escritores japoneses que usam esse tipo de poema são chamados de Haijin e o principal haijin (ou haicaísta), dentre os muitos que destacaram-se nessa arte, foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer do haikai uma prática espiritual.

O primeiro autor brasileiro a se utilizar dos haicais foi Afranio Peixoto, em 1919, e que tem uma bela declaração sobre os poetas japoneses:

" Os japoneses possuem uma forma elementar de arte, mais simples ainda que a nossa trova popular: é o haikai, palavra que nós ocidentais não sabemos traduzir senão com ênfase, é o epigrama lírico. São tercetos breves, versos de cinco, sete e cinco pés, ao todo dezessete sílabas. Nesses moldes vazam, entretanto, emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos... de encanto intraduzível."
















A flor, o vento passa,
A pétala cai no chão
E leva seu coração.


Juliana
aluna da 8ª séria de uma escola em São Paulo
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sábado, 4 de junho de 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

Por conta do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro está com uma programação especial para este fim de semana e na semana que vem como parte das comemoração da Semana do Meio Ambiente.
Os participantes terão visita guiada por uma trilha para conhecer as árvores nobres vindas da floresta atlântica e amazônica. Eles serão informados sobre essas árvores, suas famílias e características, sua floração e as mais diferentes espécies. Além disso, o Jardim promove oficinas de materiais recicláveis, exibição de filmes e documentários ecológicos, no Cine Gaia.

Esta data foi criada em 1972 em uma Assembléia Geral da ONU, em Estocolmo, marcando a abertura da Conferência sobre o Ambiente Humano.
Os principais objetivos das comemorações decididos na conferência foram:


1. Mostrar o lado humano das questões ambientais.
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável.
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais.
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.


Em um momento em que se discute muito as mudanças do Código Florestal, comemorar o dia do Meio Ambiente é mais do que um dever. É uma obrigação.

Está faltando consciência sobre o nosso maior bem natural que é o planeta Terra.

Em casa







As boas surpresas da natureza!