domingo, 6 de janeiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
Agradecimentos
Quero agradecer de coração aos amigos reais e virtuais que contribuíram para que o projeto do meu livro PALAVRA CARIOCA fosse bem sucedido. E foi!!
Uma gincana e tanto! Mas valeu a pena. Agora vou organizar o lançamento, provavelmente, no final de janeiro. Todos serão avisados e irão buscar ou receberão seu (s) livro (s) e o (os) brindes respectivos as cotas adquiridas.
Se vocÊ mora fora do Rio, receberá pelo correio. :)
Se quiser realizar um projeto de literatura, cinema, teatro, música, artes plásticas ... procure o Catarse. Eles vão analisar, conversar e te dar dicas importantes.
Talvez esteja lá a solução que você procura. Não custa tentar.
Telecatch

Quando era criança lembro de ficar sentada na sala da minha casa com o meu pai vibrando e assistindo as lutas de telecatch.
Eu ficava encantada com o Ted Boy Marino, para mim ele era um super herói: louro, forte, lindo e fantasiado. Como um Batman ou o Homem Aranha.
Tinha muito medo quando ele lutava com um malvado carrasco de capa preta e máscara.
Ted Boy sempre vencia, mas eram momentos de angústia infantil que eu vivia naquele ringue.
O mais engraçado é que não gosto de nenhum tipo de luta livre e não assisto nada referente a esse tema. Talvez seja para guardar na memória as imagens daquelas lutas trashs da minha infância.
Há pouco tempo veio a notícia da morte de Ted Boy Marino e claro, que nesse momento, a gente faz um revival na memória ao ler as notícias e ver as imagens novamente.
E por conta dos caminhos da vida fui ao velório do pai de minhas amigas no cemitério São João Batista, em Botafogo. Não é nem um pouco agradável esse tipo de compromisso, mas cada vez mais faz parte da nossa vida, não tem jeito.
Quando cheguei ao cemitério, para minha surpresa, a capela ao lado estava lotada, movimentada e com câmeras de televisão. Ted Boy estava sendo velado ali.
Fiquei parada vendo aquela movimentação e sem saber direito o que fazer.Mais tarde contei para uma amiga a minha paixão infantil e ela disse:
-Vai ali se despedir dele, aproveita. Conta para a família, eles vão gostar de saber que você era uma fã.
Não tive coragem.
Não lido bem com cerimônias fúnebres, enterros e velórios.Preferi guardar na memória a imagem de Ted Boy nos ringues, lindo, feliz e fantasiado!
Super heróis não morrem jamais.
Gonzagão

Uma das coisas que mais gosto de fazer é ir ao cinema. Entrar em uma sala de projeção e assistir um bom filme... ah... não tem preço.
Gonzaga, de pai para filho é exatamente isso.
O filme de Breno Silveira nos leva à um Brasil gigantesco, pobre, afetuoso e musical! Eu não conhecia a história de Gonzaga pai e Gonzaguinha filho, e é muito emocionante.
Me peguei chorando várias vezes de emoção, de tristeza e até mesmo de alegria. O filme é maravilhoso e deveria ganhar todos os prêmios a que concorrer.
É a nossa cara, é a nossa história com pessoas simples e talentosas. É o nosso orgulho de ser brasileiro.
O filme está em cartaz em diversas salas pela cidade.
Dicas
Lya Luft lançou um novo livro : O tigre na sombra.
Um romance muito interessante com aquele jeito gostoso de escrever que lhe é peculiar. Vale a pena.
Sempre gostei Branca De Neve, para mim um dos mais lindos desenhos de Walt Disney até hoje.
Está nas locadoras duas versões interessantes e que não fizeram muito sucesso no cinema. Gosto de releituras das histórias clássicas ainda mais no sofá de casa.
"Espelho, espelho meu!""Branca de neve e o caçador".
Bom divertimento.
Do Arpoador vemos o mais belo por do sol que existe! Nesses dias quentes de quase verão o melhor programa é ir até a beira da praia umas 7 da noite e esperar o espetáculo.
Faz um bem enorme para os olhos e para a alma!
Grátis.
Clarice Lispector registrou seu amor pelo Jardim Botânico em diversas
crônicas. Teresa Monteiro, idealizadora do projeto O Rio de Clarice, selecionou frases da escritora que estarão impressas em 5 bancos no Lago das Vitórias Régias. A inauguração é neste domingo, dia 9, e o design dos bancos foi feito por Antonio Bernardo. Um luxo.
Ela merece.
Frases
" Não é preciso que a gente fale de miséria, em morrer de fome. Eu sempre tive o cuidado de evitar essas coisas. É preciso que a gente fale do povo exaltando o seu espírito, contando como ele vive nas horas de lazer, nas festas, nas alegrias e nas tristeza. Quando faço um protesto, chamo a atenção das autoridades para os problemas, para o descaso do poder público, mas quando falo do povo nordestino não posso deixar de dizer que ele é alegre, espirituoso, brincalhão. Eu sempre procurei exaltar o matuto, o caboclo nordestino pelo seu lado heroico. Nunca usei a miséria desvinculada da alegria."
Luiz Gonzaga
Rosa Amanda Strausz
"E hora de juntar nossa voz à milhares de cariocas que já assinaram a carta de apoio aos pais de alunos da escola Friedenreich: escola não se destrói! Veta, Cabral!
Camila Pitanga
Chico Buarque
"A vida é um sopro".
Oscar Niemeyer
sábado, 10 de novembro de 2012
As jabuticabas
Sempre gostei de ir à feira.
Quando era pequena tinha feira toda quinta-feira perto da minha casa. Minha mãe me levava com ela para ajudar com o carrinho e, certamente, me
ensinar a comprar. Conforme fui crescendo e minha mãe ficando mais velha, comecei a ir sozinha. E assim fui aprendendo,
descobrindo e me apaixonando pelo frescor dos legumes, frutas, verduras, cores,
peixes, temperos e flores. Mas tem uma coisa que só acontece na feira: a
cantada de um feirante.
Se você estiver com a autoestima
baixa, vá á feira. Você será tratada como princesa e ouvirá os elogios mais
incríveis sobre a sua pessoa. É divertido, carinhoso e não me lembro de ter
ouvido nenhuma cantada grosseira ao longo dos anos. Elas são bem humoradas
embora nem sempre correspondam a realidade, mas o que vale é a intenção.
Na semana passada escutei a seguinte
pérola:
- Pare aqui linda morena! Experimente o sabor da sua infância.
Quando olhei para trás era um homem
negro de sorriso largo que me oferecia um pote de jabuticabas. Sorri com gosto pegando uma frutinha.
Ploft...ela estourou doce na boca. Em questão de segundos
me vi sentada na jabuticabeira da casa da minha bisavó, junto com meus primos
comendo aquele monte de jabuticabas. Fiquei tão feliz com a lembrança e o sabor
da fruta que nem sabia o que dizer. Simplesmente comprei um saco cheio para
levar para casa.
Conversei um pouco com o simpático feirante que disse trazer do sítio onde os filhos e netos adoram subir no pé para ajudar a catar e a comer!
Conversei um pouco com o simpático feirante que disse trazer do sítio onde os filhos e netos adoram subir no pé para ajudar a catar e a comer!
Minha filha já tinha comido há
muitos anos e não lembrava o gosto. Lavei, coloquei na geladeira e mais tarde
ficamos sentadas no sofá nos deliciando com um pote para colocarmos os caroços
e as cascas. A diferença de se comer jabuticaba em apartamento é essa: no sofá
e com um pote ao lado. Na infância era sentada no galho da árvore e jogando o
caroço na terra.
PS: E o melhor: além de se fazer uma deliciosa geleia da fruta, elas são
antioxidantes, antialérgicas, estabilizam o açúcar no sangue dos diabéticos, são boas para o coração e para prisão de ventre. Um manjar dos deuses!
Palavra Carioca
Quando comecei a pensar em reunir os meus textos para montar um livro, não tive a menor pretensão de que ele se tornasse uma obra literária, muito pelo contrário, meus textos são e foram escritos para alegrar, alivia e sensibilizar o outro.
Esses textos são a minha forma de olhar algumas situações em que me envolvo ou em que me encontro.
São simples, leves, cariocas, apaixonados e foram escritos entre 2007 e 2011.
O Rio de Janeiro sai do posto de cidade para se tornar personagem.
Durante este período preparatório de produção literária, reli e li muita coisa:
Clarice Lispector, Rubem Braga, João do Rio, Jacinto Corrêa, Mario Quintana, Moacir Scliar, Ana Miranda, Heloisa Seixas, Machado de Assis, João Ubaldo. Poetas, cronistas, romancistas,jornalistas. Li sem a menor disciplina.
Queria entender um pouco do que eles via, do que eles sentiam e do que eles pensavam.
Continuo com a firmeza no meu pensamento de que cada um, por melhor que escreva, pensa e sente de maneira diferente do outro.
Por isso é tão gostoso ler diversos autores.
Vivez la différence!
O projeto do livro está inscrito no Catarse, site de financiamento coletivo. Se cada amigo comprar uma cota, eu viabilizo a gráfica, o design e o lançamento. As cotas custam 30, 60 e 100 reais sendo que as maiores tem recompensas!
Segue o link do projeto para contribuição e um pequeno vídeo.
http://catarse.me/pt/palavracarioca
E se vivêssemos todo juntos?
Filme ou você gosta ou não gosta. Aquele coisa de que gostei mais ou menos é porque na realidade não gostou e não tem coragem de dizer. Ao menos comigo é assim. Tem uns que a gente ama de verdade, outros nem tanto.
Fui assistir ao curioso filme francês Et si on vivait tous ensemble?, de Stéphane Robelin e não parei mais de pensar sobre ele.
O filme trata da terceira idade de forma delicada, digna, incômoda e solidária. Um grupo de 5 amigos da vida toda resolvem, depois de uma série de circunstâncias, viverem juntos até o fim. É lindo e triste ao mesmo tempo.
São questões sobre a amizade, o sexo, o amor, as lembranças, as doenças.... Não é fácil fazer um filme com elenco idoso. O filme inglês O exótico Hotel Marigold , de John Madden, também nos leva para esse universo da "velhice".
Não tem muito jeito, vai acontecer com todos nós e só espero que seja agradável, otimista e saudável, porque o resto temos que enfrentar de uma maneira ou de outra
O filme tem um elenco incrível e está em cartaz nas salas de circuito alternativo. É uma reflexão.
Dicas
Absurdo - A Companhia Atores de Laura está em cartaz no recém restaurado Teatro Ipanema. O texto é mais uma criação coletiva da Companhia onde as comemorações dos 20 anos continuam a todo vapor. Sob a direção de Daniel Herz, o grupo apresenta um texto inédito que tem como referência o teatro do Absurdo e as obras de Eugene Ionesco. Quanto mais conhecemos alguém mais distante estamos em relação a essa pessoa.
Vale conferir.
A exposição Barbárie e Espanto em Canudos, em cartaz na Caixa Cultural traz a coleção de xilogravuras de Adir Botelho, um dos maiores gravuristas brasileiros. É impressionante a sequencia de imagens sobre o sangrento episódio brasileiro. O trabalho deste artista de 80 anos é inspirado em os Sertões, de Euclides da Cunha e os desenhos fazem parte do acervo do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Imperdível.
www.caixacultural.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)



.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)






















