sábado, 16 de junho de 2012

Os santos de junho


Junho é mês de início de inverno com as temperaturas mais amenas e civilizadas. Junho é mês de boas festas juninas, do dia dos namorados e mês dos três santos mais conhecidos da religiosidade popular. É hora de fazer uma simpatia, um pedido e até mesmo aquela promessa esquecida lá atrás....

Dia 13 - Santo Antônio de Pádua.
Um dos santos mais populares do Brasil, comemora seu dia sendo considerado o padroeiros dos casamentos, dos pobres, dos objetos perdidos e da prosperidade. Viva Santo Antônio!

Dia 24 - São João Batista.
Um santo polêmico, pregador judeu, batizou Jesus Cristo e foi considerado profeta. É o protetor das doenças infantis e das amizades. Viva ele!

Dia 29 - São Pedro.
Pedro foi um grande mestre e um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Ele é considerado o protetor dos pescadores e dos guardiões. Amém!


sábado, 2 de junho de 2012

Futebol


Frequentei muito o Maracanã durante o início dos anos 80. Sou do tempo em que o Flamengo tinha Zico, Adílio e Junior. Era a época de ouro do Flamengo. Imbatível!  Quando o Zico foi vendido para o Japão... foi uma choradeira. Nunca esqueci.
Eu morava pertinho do estádio do Maracanã e tinha um turma de amigos nas redondezas. Conhecíamos os porteiros e quando não tínhamos dinheiro para irmos aos jogos, o que acontecia quase sempre, um dos porteiros nosso amigo, deixava a gente entrar no início do segundo tempo. Subíamos a rampa em uma correria só. 
Ás vezes estava tão lotado que não conseguíamos nos infiltrar nas entradas das arquibancadas ou na geral, que não dava para ver nada! Mas estar lá e acompanhar os uhhss, óoosss, xingamentos e gritos, valia qualquer sacrifício. E na hora do gol?? Tudo tremia, era só emoção.
Adorava ficar ao lado da torcida Raça Rubro Negra, pois eles eram os mais animados, tinham as maiores bandeiras e respeitavam as moças. 
Sabe também do que eu mais gostava? De ficar lá em cima, no topo, para observar as pessoas, o gramado, o fim de tarde, as bandeiras, os fogos, as cores.... Eu percebi que lá você poderia ficar gritando que nem louca na hora do gol que ninguém prestava atenção em você. O Maracanã era um ótimo lugar para colocar os demônios internos para fora e gritar. Gritar com vontade. Era muito bom e quando o time ganhava então...
Já faz tempo que não tenho mais essa empolgação com futebol.  Só em copa do mundo ou quando meu ídolo, Ronaldo Fenômeno, jogava. Não entendo nada, não sei mais quem são os jogadores, só os famosos, claro, e por conta da família torcer cada um por um time, fui me afeiçoando aos outros. Igual escola de samba, sou Mangueira mas gosto de todas, exceto uma ou duas que implico.
No Engenhão eu fui uma vez para ver um show e não um jogo, mas quando o Maracanã ficar pronto eu quero ir lá conhecer. São muitas as histórias boas que tenho na lembrança de idas ao Maracanã, seja para passear, para ver jogo, show, papai noel, fazer prova, nossa...
Mesmo eu sendo uma carioca mangueirense e flamenguista, admiro os botafoguenses, vascaínos e tricolores, por solidariedade familiar. Mas o que sei, é que fiquei feliz com a saída do Ronaldinho Gaúcho do time. 
Já vai tarde.

Vênus


No próximos dias 5 e 6 de junho, Vênus passará entre a Terra e o Sol. Segundo explicações da astronomia, o fenômeno ocorre em duplas separadas por 8 anos, afastadas por períodos de mais de um século.  Esse raro trânsito sempre foi usado para medir a distância da Terra até o Sol. A última vez foi em 2004 e o próxima será em 2117. Então, a hora é essa. 

Como na mitologia grega Vênus representa a deusa do amor, da beleza e da sexualidade, vamos aproveitar sua passagem para nos banharmos um pouco desse amor que vem por aí. 
Mesmo que você não more no Acre, em Roraima ou Amazonas, locais no Brasil de boa visibilidade para o fenômeno, não custa nada ficar ao ar livre, ir até a janela e olhar para o céu. Quem sabe caem algumas estrelas cadentes brilhantes de amor alvoraçadas pela passagem de Afrodite?
Quem viver verá.

Orquídeas em exposição










Atores de Laura

Desde que trabalho na Casa de Cultura Laura Alvim e passei a me envolver um pouco mais com as trupes de teatro, conheci a Cia. Atores de Laura, criada na Casa em 1992. Daniel Herz e Susanna Kruger foram os responsáveis por essa Cia. que cresceu, deu frutos e este mês de junho comemora 20 anos em grande estilo.
Com uma mostra no teatro Laura Alvim, de 8 de junho a 29 de julho, o público terá a oportunidade de ver os seguintes e premiados espetáculos:
Decote, O Enxoval, Adultério, O Filho Eterno e As Artimanhas de Scapino
Conversei com o diretor Daniel Herz sobre a importância desta data e a entrevista está no ar no portal da Secretaria de Cultura do Estado. 

Eles são incríveis, vale uma lida.

Filmes em cartaz


São muitos os filmes em cartaz na cidade, mas destaco três que emocionam, ou surpreendem ou enaltecem a alma.

Paraísos Artificiais, de Marcos Prado
Um filme sobre a juventude que gosta de música eletrônica e drogas químicas. Um  belo e reflexivo filme sobre essa juventude moderna dos grandes centros. Um verdadeiro festival de woodstock contemporâneo. Marcos Prado já tinha nos presenteado com o incrível documentário Estamira e agora, com Paraísos Artificiais. 

Sete dias com Marilyn, de Simon Curtis
O fenômeno Marilyn Monroe sempre fez parte do imaginário de quem não viveu a sua época. A loura linda, sedutora, maluquinha e cheia de mistérios em todos os seus inúmeros envolvimentos amorosos, transformou-se no maior mito do cinema americano. Morreu precocemente de maneira até hoje questionada. No filme do diretor Simon Curtis, a atriz Michele Willians incorpora Marilyn durante o set de filmagem de O príncipe encantado, filme dirigido pelo ator e diretor Laurence Olivier, em 1957. Uma delícia de ver e entender que certamente o resultado da vida de Marilyn não poderia ter sido diferente.

O Exótico Hotel Marigold, de John Madden
O elenco é primoroso e o diretor é inglês, o que para mim já é sinal de filme bom. O cinema inglês tem um humor muito diferenciado dos demais. A história se passa na Índia. Uma Índia rápida, pobre, suja, colorida, linda, moderna, antiga, tudo misturado e ao mesmo tempo. Diversão garantida.

sábado, 12 de maio de 2012

MÃE


"No fim da tarde nossa mãe aparecia nos fundos do quintal :
Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro."
Manoel de Barros


Mãe é isso, pura poesia.
Feliz dia das mães.

Um dia nublado no Jardim Botânico











Santa Luzia


"Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo capim. Dei-lhe pão, água e vinho”.

Essa ladainha era entoada por minha mãe quando eu tinha cisco nos olhos. Com o dedo indicador e bem devagar ela ia massageando meu olho por três vezes consecutivas. Pronto, o cisco desaparecia. Talvez a simpatia tivesse outros versos, mas são essas as palavras que lembro e que ensinei para minha filha quando também tinha um cisco.
Estive na Igreja de Santa Luzia, no centro do Rio, para agradecer uma graça alcançada. Talvez em criança, com meu pai ou minha mãe, eu tenha visitado anteriormente essa igreja, mas não lembro. Lembro de passar por ela e perceber que era toda pintada de azul.
Ela parece grande mais é pequena, os bancos são de dois em dois e com uma almofadinha vermelha solta para ajoelharmos em oração. Lá dentro, a calma e o silêncio de todas as igrejas.
Ela foi construída entre 1519 e 1592 - são muitas informações diferentes de datas sobre a construção exata. Mas foi em 1752 que foi feita uma reforma de ampliação. O mar passava quase na porta da Igreja, mas com a demolição do Morro do Castelo na década de 20, foi feito um aterro afastando o mar e criando a Rua Santa Luzia.  Hoje ela está no meio do grande centro financeiro da cidade.
A historia de Santa Luzia, uma italiana de família rica, que doou tudo aos pobres e fez voto de castidade desistindo de um casamento arranjado pela família, teve um final triste. Ao declarar seu amor verdadeiro e fiel a um só Deus, morreu decapitada em 303.
Seu corpo está na Catedral de Veneza e comemora-se o seu dia em 13 de dezembro.

Luzia deriva de luz,  da graça iluminadora, da janela da alma e por isso tornou-se a santa protetora dos olhos.
Santa Luzia fará parte para sempre do meu coração.

A Terra Vista do Céu


A exposição montada na Cinelândia, coração do Rio, é de uma beleza sem tamanho. O fotógrafo e ecologista francês Yann Arthus-Bertrand fotografou o planeta desde a ECO-92 até os dias de hoje para a conferência Rio+20. Foram 20 anos. É surpreendente a qualidade das imagens captadas. Como ele disse "o planeta é muito mais bonito do que eu imaginava". São 130 fotos de grandes dimensões e uma tenda com um telão e projeções sobre o desenvolvimento sustentável e a fragilidade do nosso planeta. Imperdível.

Até 24 de junho.

Algumas imagens











Outras Dicas

Teatro:
Amérika! Texto e direção de Joelson Gusson
Esse espetáculo faz parte da Trilogia da Matéria. Não vi os outros dois - Paisagem Nua e Manifesto Ciborgue, mas fiquei muito bem impressionada com Amérika! Texto inteligente, engraçado, crítico e instigante. Destaco Rachel Rocha, excelente atriz e que me fez dar boas gargalhadas. O grupo me lembrou o Asbrúbal Trouxe o Trombone quando começou, com uma liberdade criativa arrasadora. 
Está em cartaz no Espaço Sergio Porto até o dia 10 de junho. 

Filme:
As Neves de Kilimanjaro, de Robert Guédiguian, é um daqueles filmes que ficam quietinhos em uma sala durante muito tempo. É uma bela produção francesa em que o casal principal não parece interpretar. Você realmente acredita que eles moram ali, que são casados e que estão vivendo aquela situação. Mérito para o diretor. Em cartaz nas salas alternativas da cidade.

Exposição:
Projeto Cisco, do carioca Ricardo Becker, está na galeria Laura Alvim. "Ciscos estão à solta e o vento pronto para levá-los aos nossos olhos. Talvez ele seja uma das poucas maneiras de ver o vento..." palavras do curador Fernando Cocchiarale. Vale a pena pela delicadeza dos objetos mesmo alguns sendo em formas gigantescas. 
Até 17 de junho. Entrada franca


Livro: 
Pintura Brasileira séc. XXI, da Editora Cobogó, é um grande trabalho de pesquisa e de imagens. Uma coletânea dos pintores contemporâneos em destaque. Um livro belíssimo para termos na mesa central da sala de estar e mostrar aos convidados como anda a nossa produção de pintura brasileira.