
Quando eu era criança, morava em uma casa com jardim que minha mãe cuidava com muito carinho. Ela adorava flores e a sua predileta era a azaléia rosa. Tinham várias no nosso jardim com todo o seu esplendor em época de floração.
Cresci admirando a beleza dessa flor, que não é a minha predileta mas está entre as que mais gosto.
No início da vida adulta aluguei com uma amiga uma casa no interior de Minas, na cidade de Passa Quatro. Era para rever os amigos de lá, os amores, para os fins de semana prolongados, as férias e para levar os cariocas para conhecer a cidade.
A casa era no alto de uma ladeira de paralelepípedos e tinha uma varanda grande em seu entorno. A primeira coisa que comprei foi um grande vaso de barro com um lindo pé de azaléia rosa para decorar a varanda e o meu coração.
Era tão bom quando eu chegava do Rio e lá de baixo avistava a planta florida na varanda. Ela pegava o sol necessário para crescer e florescer. E assim foi até que um dia não a vi quando subia a ladeira. Meu coração apertou.
Apenas no dia seguinte descobri com a pessoa que tomava conta da casa quando não estávamos, que ela havia sido roubada. Fiquei triste de dar dó. Saía olhando todas as casas para ver se via a minha azaléia em algum quintal. Nunca mais a achei e também nunca mais comprei outra.
Fiquei com ela e as do jardim da casa da infância para sempre na minha memória.
Fiquei com ela e as do jardim da casa da infância para sempre na minha memória.
Que o vaso roubado tenha alegrado a casa onde foi morar ... ops... nada disso.
No fundo no fundo ..... acho que ela secou e morreu de tristeza.